Era começo do ano e curtíamos um fase deliciosa do verão paulistano que se caracteriza pelos melhores shows e baladas com as pessoas mais interessantes que alguém pode conhecer, em qualquer dia da semana. o Studio SP é palco de jovens promessas da mpb ou simplesmente de grandes talentos que acabaram ficando por lá, sem deixar de ser promessa, mas talvez sem a chance regulatória da sorte. Eles iluminam as noites dos jovens famintos por música boa e brasileira, buscando os ritmos da terra e do céu. Era um desses dias e um amigo tocava bateria com mais algum celebre emergente dessa nossa mpb...em meio à gente e ao som vejo um cara meio excêntrico, calçando tênis surrados, girando de um lado pro outro, uma pessoa diferentona mas natural àquele ambiente, aquele era o Criolo ao qual fomos apresentadas na sequência sob a alcunha de um conhecido rapper da periferia de São Paulo, que às vezes dava seus giros na mpb e em pequenas participações dos "brother" que ficavam pra esses lados da cidade.
Véspera de feriado e um galpão de shows no coração da zona oeste da cidade, alguns meses depois, eu recebia junto à mais de 1500 bons pagantes esse mesmo cara excêntrico galgando seus passos em direção à fama, ou quem sabe, já "dentro" dela. Não pude evitar e pensei naquela noite na Augusta e na concepção desse cara que de uns tempos pra cá ficou conhecido, bombando nos "likes" de muitos facebooks. Entre empurrões e cervejas que caiam, eu pergunto à minha amiga o que havia mudado de ontem pra hoje, e ela me diz, a fama ja ouviu falar?eu digo...nunca assim de perto.
Aufwiedersehen!
E tem mais...
(...)
Um monte de coisa misturada..
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Rystionea Oleraceae
Esse é o nome científico da Palmeira Imperial. De sua história sei pouco, não sei o porquê do Rystionea, sei que essa planta nobre me emociona. Estive no Rio de Janeiro pela primeira vez, vergonhosamente adiando a viagem para a cidade mais linda do meu país, e não tão longe da minha casa. O turismo tem aquela coisa da agenda, dos lugares obrigatórios para se visitar. Felizmente nessa minha vida já fiz muito turismo, principalmente em um ano especial, reservado talvez quase que exclusivamente para essa atividade. Considero-me pouco talentosa para traçar os principais lugares a se conhecer, todos aqueles pontos importantes do guia básico. Já deixei de entrar em museus e memoriais e castelos históricos, já voltei pro hotel cansada abrindo mão da principal igreja da cidade, mas uma coisa me orgulha pensar, eu senti do fundo do meu coração todos os lugares onde estive.
Logo que cheguei no Rio, em um dia que sobreviveu ao tempo ruim que permanecia já há algumas semanas, presenciei o por do sol no alto do Pão de Açucar em uma exposição de rosa, azul e amarelo que fazia cenário atrás das montanhas e do oceano que recolhia os barcos em miniatura lá embaixo. Ainda na corrida turística, tomei muitas vans até o topo do Corcovado ao lado do Redentor, para depois chegar onde eu comecei a escrever, nas grandiosas Palmeiras Imperiais expostas em fila no Jardim Botânico. Lá sentada, olhei o céu, na sobreposição marrom e verde das cabeças das palmeiras sob um azul egoísta, conseguindo ainda lá atrás espiar o Cristo com seus braços abertos, pequenininho, de olho em nós. Agradeço enfim baixinho, à cidade e ao asfalto, que generosos abrem esse espaço para a natureza. O Rio com suas palmeiras, montanhas, monumentos,lagoas, e o mar, é a cidade mais linda do mundo.
Aufwiedersehen!
Logo que cheguei no Rio, em um dia que sobreviveu ao tempo ruim que permanecia já há algumas semanas, presenciei o por do sol no alto do Pão de Açucar em uma exposição de rosa, azul e amarelo que fazia cenário atrás das montanhas e do oceano que recolhia os barcos em miniatura lá embaixo. Ainda na corrida turística, tomei muitas vans até o topo do Corcovado ao lado do Redentor, para depois chegar onde eu comecei a escrever, nas grandiosas Palmeiras Imperiais expostas em fila no Jardim Botânico. Lá sentada, olhei o céu, na sobreposição marrom e verde das cabeças das palmeiras sob um azul egoísta, conseguindo ainda lá atrás espiar o Cristo com seus braços abertos, pequenininho, de olho em nós. Agradeço enfim baixinho, à cidade e ao asfalto, que generosos abrem esse espaço para a natureza. O Rio com suas palmeiras, montanhas, monumentos,lagoas, e o mar, é a cidade mais linda do mundo.
Aufwiedersehen!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
As primaveras de agosto
E foi assim, em uma manhã fria ensolarada e com ares de primavera que eu fiz 26 anos. Pensar que eu já sou adulta seria só mais uma das repetições da vida, a verdade é que depois de tanto tentar eu acordei e percebi que nao estou sozinha. Alguns o chamam de inferno astral, eu chamo de fase de tristeza, confusão, dúvida muita dúvida, frustração. Mas afinal de contas, o sábio diria, você está apenas começando menina! Esse sentimento dura bem mais que 30 dias...
Eu simplesmente não consigo e também não quero atribuir tudo isso à fácil desculpa psicossomática do tal inferno. São as minhas dores do crescimento e eu gosto delas, e talvez eu precise de novo segurar bem forte a mão da minha mãe, não tem problema...
Aufwiedersehen!
Eu simplesmente não consigo e também não quero atribuir tudo isso à fácil desculpa psicossomática do tal inferno. São as minhas dores do crescimento e eu gosto delas, e talvez eu precise de novo segurar bem forte a mão da minha mãe, não tem problema...
Aufwiedersehen!
domingo, 24 de julho de 2011
Amor
As vezes eu me irrito com a minha cabeça, com a minha constante analise do ambiente, e agora prestes a completar 26 anos, estou mais velha do que nunca, e por vezes penso já ter visto tudo...sábado a tarde fui me despedir do meu vô, do alto da minha quase inacessibilidade fui pega por uma corrente irrestível de dor, daquelas poucas que são impossíveis de conter, talvez a única...eu era de novo aquela menininha cercada de adultos incompreensíveis, mas através dos quais eu amava descobrir um pouco da vida. Meu vô sempre forte sentado em sua poltrona, portando um copo de Whisky em uma mão e seu cigarro fedorento na outra assistia ao Corinthians. Eu entrei sem aviso no quarto e o vi tão pequeno. Ele forçosamente respirava através de uma sonda como se quisesse beber a última gota de um néctar que já não existia mais no mercado. Ficamos lá a olhá-lo, e a dizer que ele já podia ir, e a agradecer, e a dizer que o amávamos e a pedir a benção pela última vez. Era sábado a noite e eu não gostaria de estar em nenhum lugar senão lá, ao lado da minha vó, o grande amor da vida dele que o olhava, aproveitando cada segundo, e eu teria forças para bater em alguém que dissesse que o casamento é uma instituição falida. Eu olhava meu avô, mas olhava também os meus tios, meus primos, minha avó, meus irmãos e meus pais. A palavra ensaio era funesta, e não saia da minha cabeça analítica, eu precisaria me preparar, se é que existe preparo para isso.
No velório beijei sua testa impecável e gélida, ele estava como há 15 anos, quando eu ainda conseguia sentar no seu colo...agora um véu o cobria, e as flores o acolhiam no conforto do eterno. Escolhi guardar aquela recordação, o enterro era mais do que eu precisava para seguir com a minha vida.
Aufwiedersehen...
No velório beijei sua testa impecável e gélida, ele estava como há 15 anos, quando eu ainda conseguia sentar no seu colo...agora um véu o cobria, e as flores o acolhiam no conforto do eterno. Escolhi guardar aquela recordação, o enterro era mais do que eu precisava para seguir com a minha vida.
Aufwiedersehen...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Não se afobe não
Na falta de inspiração, e talvez na falta do que dizer, quando só se consegue sentir...fico com o Chico.
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
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