Eu tenho o dom de me esforçar, me esforçar muito mesmo para fazer tudo que eu faço da melhor forma e em todos os aspectos da vida, com a diferença que eu faço isso parecer natural. Tem pessoas que até me acham tranquila demais, zen demais, já fui definida até como desencanada. A verdade é que um medo me persegue, eu tenho muito medo de desaparecer. Eu até fico algumas vezes imaginando o meu velório, imaginando quais pessoas se importariam em aparecer por lá. Na infância eu sonhava em ser uma super heroína, primeiro a batgirl, antes é claro de apaixonar-me pelos mutantes do X-men. Toda a idéia da mutação genética fazendo com que eu me tornasse extraordinária sempre me fascinou, e eu sonhava em ter essa anomalia, em acordar um dia voando, ou com uma super força, ou com o poder de guiar a previsão do tempo. Algo nessa coisa de ser comum me enojava, e eu sempre busquei dentro dos meus limites de humana “perfeita”, me diferenciar. Eu não gostava de usar a roupa da moda, eu não gostava de escolher a mesma comida que o outro escolhia, e nem de ter a mesma opinião, até estar sempre com o mesmo grupo de pessoas me deixava desconfortável, eu precisava sempre de um lugar novo, um evento novo, uma nova data no calendário futuro. Durante esses vinte e poucos anos que eu vivi, tentado formar um modo de sobrevivência próprio, eu criei uma mutação psicológica que me fez capaz de distanciar das pessoas, para ao mesmo tempo observá-las. Eu consegui enfim realizar meu sonho de ser mutante. Eu sou a personificação do narrador onipresente da literatura, que vê toda a narrativa, mas dela não participa. Do meu próprio modo eu criei um mecanismo de controle, que desencadeou o meu fascínio pela comunicação e pelas relações públicas, pelos eventos e por juntar pessoas, debaixo desse alguém muito animado e integrador, havia na realidade um robô com medo de ser esquecido e desaparecer.
Agora com a maturidade eu não sou mais capaz de manter essa máscara, e como esse motor em curto circuito que recobra sua utilidade aos poucos, e começo a achar tudo muito injusto e algumas vezes apenas choro por não poder resolver na hora, para poder pensar novamente nisso no dia seguinte. E aí eu tento juntar um quebra cabeça de como gerir minha vida, juntando conceitos vomitados, desde catolicismo até a ética do bom cidadão, que não nos ensinam a lidar com sensações não previstas, de asco, desprezo, desespero, e solidão seguida de preguiça das pessoas, é tudo contraditório, é tudo irregular e não entra na minha lógica.
Eu sinto que vou desaparecer por que meu celular não toca mais aos feriados e fins de semana, eu sinto que vou desaparecer por que eu me tornei tão independente que meus pais confiam em mim a ponto de me deixarem só, exatamente do jeito que eu sempre quis. A ponto de minhas amigas não se preocuparem se eu entro e me prendo em meu quarto sozinha sem dizer nada, por que eu sempre fico feliz de novo. Eu me tornei um robô e agora tento com força retomar minha humanidade e descobrir como lidar com isso. Um coração que tenta se abrir demora até conseguir achar a chave geral.
Aufwiedersehen!
E tem mais...
(...)
Um monte de coisa misturada..
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sábado, 15 de outubro de 2011
sábado, 6 de setembro de 2008
Der Spiegel
(..adorei colocar os títulos em alemão) - "O espelho".
Amores, parece q é pra valer, a Alemanha comemora meu exato um mês por aqui com mais um dia cinja e úmido e chuvoso do mundo!Poisé, na verdade faz quatro semanas q eu cheguei, um mês mesmo fará amanhã. Segunda começa a rotina propriamente dita da casa, acabaram as férias, acabou o verão, acabo a minha "trintena" de adaptação. Acabo de voltar de um almoço agradabilíssimo com os pais dos meus "pais" aqui...família toda reunida, falando sem parar, conversas entrecruzadas, e tudo em alemão...imaginem minha cabeça (depois de uma taça de vinho tomada cordialmente com a galera animada), tentando acompanhar o chat. Em se tratando de encontros familiares, eles são bem parecidos com a gente, com a diferença de eles marcaram em determinada hora, como hj, às 13h, e chegarem exatamente na hora combinada...aqui é impressionante, as pessoas são convidadas duas semanas antes, combinam o horário, e isso é sagrado...não existe aquele lance de tipo "Dou uma passada mais tarde, então...", ou "Vou ver se apareço..", nada! Literalmente, 10 minutos antes do horário combinado, eles começam a olhar pela janela pra ver se o pessoal tá chegando...q coisa né?
Que mais?!Vcs devem querer saber do menu de hj...bom, para começar foi servida uma sopa muito boa (lembra aquelas servidas antes de rodízio de comida japonesa), batatas e vagem refogadas (mas o tempero é inexplicável, fica outra coisa, delicioso...), salada de alface com champignon e alho poró (poisé, tem aqui), e uma carne "assada", não me perguntem qual animal q era, só sei q o bichano tava vivo ainda coitado..a carne super mal passada se é q posso dizer isso...hehe...mas de boa, eu tava com uma puta fome, e carne é carne né!Pelo menos pra mim..e até q tava boa.
...e de uma vez por todas pessoal, os alemães não são nem um pingo sisudos, muito pelo contrário, eles são muito simpáticos, e atenciosos, no máximo o q eu posso dizer é q eles são muito sinceros, isso assusta às vezes...mas eu acho uma ótima qualidade.
Agora filosofando um pouco...nunca é demais aprender com a vida a grande máxima "O q é seu tá guardado", e tbm "Não procure o sisco nos olhos do outro, enquanto vc tem uma trave nos seus" (algo parecido com isso, whatever...), na verdade, tudo isso q eu disse é a conclusão do q eu estava pensando ultimamente...
Esses dois últimos dias eu estava um "pouco" irritada com a pequena, com seus berros e mimos...e quem me conhece sabe q eu tenho um poder característico muito bem desenvolvido de "ignorar" as pessoas, bom, eu ficava pensando comigo o pior dela, q não podia continuar assim, q como assim essa falta de educação, e coisa e tal e tal e coisa...até eu parar e refletir.
Pelo fato do meu alemão estar pouco desenvolvido, nós duas não conseguimos ter, digamos, conversas muito profundas...então, sem perceber, eu estava me afundando nos serviços da casa (q só dependem de mim, e do maniqueísmo e não do relacionamento interpessoal...), e meio q deixando ela de lado..isso fazia com q ela ficasse agressiva. Ou seja, eu estava sendo relapsa, eu estava errando, e não ela.
Outra coisa q rola tbm, é minha vontade emergencial de começar a trampar no q eu mais amo, minha paixão, com Cinema!Isso acaba me deixando meio q frustrada, eu penso "q q eu to fazendo aqui trampando de babá, preciso correr atrás do meu sonho e tal..", mas eu esqueço (como minha mãe falou), de q isso tbm já é um estágio, é um processo de auto-conhecimento bizarro, eu fico boba (ainda mais...), às vezes quando eu me dou conta das coisas q eu acabo descobrindo sobre mim, sobre relacionamento, comportamento e ser humano.
O maior de todos os pecados é a soberba, e esse bichinho do orgulho, do egocêntrismo, egoísmo, tudo isso, precisa constantemente ser cuidado com boas doses de calmante...por que aqui ele sempre vai estar, mas q seja na forma de simples vaidade, uma boa auto-estima e nada mais...
...e sobre o título, ontém, na necessidade de assistir um filme de puro entretenimento e cores e amores, assiti ao Sex and the city -o filme. Li esses dias a sentença de q "não existe filme ruim", e acredito q isso seja a mais pura verdade. Os filmes obedecem ao seu propósitos, e se direcionam para determinado gosto, se não é do seu gosto, pode ser do outro...é a vida! (filmes considerados ridículos, esdruxulos em sua época, hj são considerados clássicos), enfim, Sarah Jéssica Parker na pele da protagonista Carrie, diz em uma das cenas em q a ninfomaníaca Samantha, q tinha engordado por comer ao invés de trair seu atual namorado, recebe os conselhos das três amigas inseparáveis sobre o seu relacionamento, algo do tipo: "Ela esteve evitando todos os espelhos, mas ela não conseguiu fugir dos mais implacáveis:nós.", e eu gostei muito desse comentário...pq é bem isso, os amigos são nossos maiores espelhos, pode doer mas a verdade a respeito de algum tipo de comportamente nosso acaba vindo à tona, a ponto de nos deixar perplexos no momento, ]às vezes até ferir, mas exato para q a gente caia na real....
Eu já tive esse tipo de conversa com minhas amigas, (sobre orgulho, egocentrismo), foi algo muito desconfortável para mim na época, fiquei pensando muito em tudo, em como era injusto, mas baixei a minha bola e realmente entendi.
Outra coisa engraçada, é q eu não me sinto sem meus amigos aqui, (vcs),tudo q eu faço, ou digo, parece q eu consigo escutar os comentários peculiares q cada um faria em determinada situação...como hj, quando eu estava levando uma bandeja com as loças mais bonitas da casa e copos, e taças até a cozinha, veio naturalmente na minha cabeça alguém me falando.."nossa Van, tá certinho vc tentar fazer isso..."hehehe...
Quero agradecer ao pessoal q tem lido ao blog religiosamente...e peço mais uma vez para q vcs fiquem à vontade para criticar, corregir, sugerir, interagir, por favor!
E é isso ai..me empolguei hj no post...
Aufwiedersehen!!
Amores, parece q é pra valer, a Alemanha comemora meu exato um mês por aqui com mais um dia cinja e úmido e chuvoso do mundo!Poisé, na verdade faz quatro semanas q eu cheguei, um mês mesmo fará amanhã. Segunda começa a rotina propriamente dita da casa, acabaram as férias, acabou o verão, acabo a minha "trintena" de adaptação. Acabo de voltar de um almoço agradabilíssimo com os pais dos meus "pais" aqui...família toda reunida, falando sem parar, conversas entrecruzadas, e tudo em alemão...imaginem minha cabeça (depois de uma taça de vinho tomada cordialmente com a galera animada), tentando acompanhar o chat. Em se tratando de encontros familiares, eles são bem parecidos com a gente, com a diferença de eles marcaram em determinada hora, como hj, às 13h, e chegarem exatamente na hora combinada...aqui é impressionante, as pessoas são convidadas duas semanas antes, combinam o horário, e isso é sagrado...não existe aquele lance de tipo "Dou uma passada mais tarde, então...", ou "Vou ver se apareço..", nada! Literalmente, 10 minutos antes do horário combinado, eles começam a olhar pela janela pra ver se o pessoal tá chegando...q coisa né?
Que mais?!Vcs devem querer saber do menu de hj...bom, para começar foi servida uma sopa muito boa (lembra aquelas servidas antes de rodízio de comida japonesa), batatas e vagem refogadas (mas o tempero é inexplicável, fica outra coisa, delicioso...), salada de alface com champignon e alho poró (poisé, tem aqui), e uma carne "assada", não me perguntem qual animal q era, só sei q o bichano tava vivo ainda coitado..a carne super mal passada se é q posso dizer isso...hehe...mas de boa, eu tava com uma puta fome, e carne é carne né!Pelo menos pra mim..e até q tava boa.
...e de uma vez por todas pessoal, os alemães não são nem um pingo sisudos, muito pelo contrário, eles são muito simpáticos, e atenciosos, no máximo o q eu posso dizer é q eles são muito sinceros, isso assusta às vezes...mas eu acho uma ótima qualidade.
Agora filosofando um pouco...nunca é demais aprender com a vida a grande máxima "O q é seu tá guardado", e tbm "Não procure o sisco nos olhos do outro, enquanto vc tem uma trave nos seus" (algo parecido com isso, whatever...), na verdade, tudo isso q eu disse é a conclusão do q eu estava pensando ultimamente...
Esses dois últimos dias eu estava um "pouco" irritada com a pequena, com seus berros e mimos...e quem me conhece sabe q eu tenho um poder característico muito bem desenvolvido de "ignorar" as pessoas, bom, eu ficava pensando comigo o pior dela, q não podia continuar assim, q como assim essa falta de educação, e coisa e tal e tal e coisa...até eu parar e refletir.
Pelo fato do meu alemão estar pouco desenvolvido, nós duas não conseguimos ter, digamos, conversas muito profundas...então, sem perceber, eu estava me afundando nos serviços da casa (q só dependem de mim, e do maniqueísmo e não do relacionamento interpessoal...), e meio q deixando ela de lado..isso fazia com q ela ficasse agressiva. Ou seja, eu estava sendo relapsa, eu estava errando, e não ela.
Outra coisa q rola tbm, é minha vontade emergencial de começar a trampar no q eu mais amo, minha paixão, com Cinema!Isso acaba me deixando meio q frustrada, eu penso "q q eu to fazendo aqui trampando de babá, preciso correr atrás do meu sonho e tal..", mas eu esqueço (como minha mãe falou), de q isso tbm já é um estágio, é um processo de auto-conhecimento bizarro, eu fico boba (ainda mais...), às vezes quando eu me dou conta das coisas q eu acabo descobrindo sobre mim, sobre relacionamento, comportamento e ser humano.
O maior de todos os pecados é a soberba, e esse bichinho do orgulho, do egocêntrismo, egoísmo, tudo isso, precisa constantemente ser cuidado com boas doses de calmante...por que aqui ele sempre vai estar, mas q seja na forma de simples vaidade, uma boa auto-estima e nada mais...
...e sobre o título, ontém, na necessidade de assistir um filme de puro entretenimento e cores e amores, assiti ao Sex and the city -o filme. Li esses dias a sentença de q "não existe filme ruim", e acredito q isso seja a mais pura verdade. Os filmes obedecem ao seu propósitos, e se direcionam para determinado gosto, se não é do seu gosto, pode ser do outro...é a vida! (filmes considerados ridículos, esdruxulos em sua época, hj são considerados clássicos), enfim, Sarah Jéssica Parker na pele da protagonista Carrie, diz em uma das cenas em q a ninfomaníaca Samantha, q tinha engordado por comer ao invés de trair seu atual namorado, recebe os conselhos das três amigas inseparáveis sobre o seu relacionamento, algo do tipo: "Ela esteve evitando todos os espelhos, mas ela não conseguiu fugir dos mais implacáveis:nós.", e eu gostei muito desse comentário...pq é bem isso, os amigos são nossos maiores espelhos, pode doer mas a verdade a respeito de algum tipo de comportamente nosso acaba vindo à tona, a ponto de nos deixar perplexos no momento, ]às vezes até ferir, mas exato para q a gente caia na real....
Eu já tive esse tipo de conversa com minhas amigas, (sobre orgulho, egocentrismo), foi algo muito desconfortável para mim na época, fiquei pensando muito em tudo, em como era injusto, mas baixei a minha bola e realmente entendi.
Outra coisa engraçada, é q eu não me sinto sem meus amigos aqui, (vcs),tudo q eu faço, ou digo, parece q eu consigo escutar os comentários peculiares q cada um faria em determinada situação...como hj, quando eu estava levando uma bandeja com as loças mais bonitas da casa e copos, e taças até a cozinha, veio naturalmente na minha cabeça alguém me falando.."nossa Van, tá certinho vc tentar fazer isso..."hehehe...
Quero agradecer ao pessoal q tem lido ao blog religiosamente...e peço mais uma vez para q vcs fiquem à vontade para criticar, corregir, sugerir, interagir, por favor!
E é isso ai..me empolguei hj no post...
Aufwiedersehen!!
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